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Aquela ponte…

Era incrível como depois de tantos anos nada havia mudado!

Como ele disse,  uma ponte de vinte e poucos anos ficara entre eles, mas agora fora derrubada e eles se uniram novamente!

O mesmo encontro, o mesmo almoço, o mesmo convite, o mesmo disparo no coração, o mesmo beijo, o mesmo carinho…tudo igual, só que agora melhor, pois eles estavam mais maduros e aquela ponte que não existia mais comprovava isso!

A história se repetia e eles novamente se entregavam ao encanto, à ardência, à magia de tantos anos que os separaram.

Como ficaria aquela história? Não dava para saber…

O tempo realmente havia parado!!! A ponte finalmente deixara de existir!!!

Eles estavam mais velhos, mas que diferença isso faz quando o desejo predomina e se quer apenas se entregar à maravilhosa e antiga paixão!

                                                                                                                   Taty Marques

 

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Intensidade…esse é o seu nome!!!

Intensidade é a sua definição!

Intensa no choro!

Intensa no riso!

Intensa nas dores!

Intensa nas loucuras!

Intensa na tristeza!

Intensa na alegria!

Intensa nas festas!

Intensa nas compras!

Intensa nas cores!

Intensa na razão!

Intensa na emoção!

Nunca entendeu o que é  não  ser intensa!

Tentou ser contida, mas a ansiedade se fez presente e mostrou-lhe que não dava para viver sem intensidade, que não dava para sufocar suas emoções! Foi ao extremo, ficou deprimida de modo intenso, é claro! Porém, o querer, a inquietude tomou as rédeas de suas emoções com intensidade!

Sua ansiedade também é intensa!

Sua alma intensa sempre provocou extremismo em suas atitudes!

A autoestima sempre foi intensa, seja para cima ou para baixo!

Nunca suportou o meio termo! Aliás, nem sabe como é!!! Afinal, ela é intensa!!!

Ama com intensidade!

Briga com intensidade!

Abraça com intensidade!

Beija com intensidade!

Escreve com intensidade!

Quer tudo com intensidade!

É intensa no trabalho, nas amizades, na família, com seus pets!

Sua intensidade lhe traz paixão!

Para muitos, uma loucura, tudo fora de controle, às vezes até bipolar!

Para poucos, uma forma de viver a vida intensamente, que contagia, que traz singularidade!

É intensa em tudo o que faz! Suas buscas são intensas!

A felicidade para ela tem que ser intensa!

Afinal, intensidade é a sua definição e nada mais!!!

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Ela queria mais…muito mais!!!

Desde pequena foi questionadora, era a menininha dos porquês, como seu pai sempre dizia!

Na adolescência, não aceitava apenas um não como resposta! Sempre queria saber o motivo dos nãos de seus pais! Quantas brigas e confusões por causa disso!

Tornou-se independente e continuou a questionar o mundo! Saía, namorava, badalava, dançava, pulava, brincava, viajava, tinha suas responsabilidades, era mãe e pai, educava, trabalhava duro, estudava, amava, desejava, esperava o príncipe encantado e mais ainda: sonhava!

Até que um dia, cansada de tantas batalhas pediu que Deus lhe enviasse o seu tão sonhado príncipe, afinal eram tantas responsabilidades que já estava cansada de remar o barco sozinha!

Acreditou que isso seria a solução para tudo!

Tentou ser a mais dedicada das esposas, abriu mão de seus sonhos, decidiu ter uma vida introspectiva, mudou seu rumo, deixou de sair, deixou de questionar o mundo, aceitando os nãos da vida!

Então a ansiedade passou a ser sua fiel companheira! Seu coração estava cheio de sonhos, mas ela não permitia que eles transbordassem!

Às vezes, quando aparecia um questionamento, ela logo se fechava e atribuía tudo a sua religião, que durante muito tempo foi seu superego! Calou-se diante de seus desejos! Calou-se diante da vida!

Ficou cega! Não ouvia! Não falava! Não sorria, não gritava, não chorava! Apenas se apagava e se conformava cada dia mais!

Até que um dia seu relógio biológico gritou, seus sonhos se rebelaram e saíram de seu coração, mesmo sem a sua permissão!

Estavam de volta seus questionamentos!

Seus desejos começaram a arder como fogo no pico de suas brasas!

Seu sorriso voltou, mas suas lágrimas também!

Não aceitava mais os nãos da vida de forma passiva e todos o que estavam a seu redor não entenderam nada!

Não quis mais sublimar sua existência! Quis vivê-la! Quis ser protagonista da sua história!

Enxergou novamente, seus ouvidos abriram-se e sua voz ecoou para o universo!

Buscou seu passado, encontrou-o, perguntou-se, descabelou-se com tamanha inércia, trocou de religião e foi estudar a sua fé!

Foi viajar! Foi passear! Foi encontrar o mundo! Foi mergulhar! Foi viver a sua essência!

Voltou a escrever! Voltou a desejar! Voltou a sonhar! 

Viu o nascer do sol! Contemplou o pôr-do-sol em um dos lugares mais lindos do mundo!

E percebeu que o que quer da vida é ser FELIZ!!!

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Crônica da segunda-feira

Já repararam como a segunda-feira é brava?

Como é difícil acordar na segunda-feira?

Há quem goste da segunda-feira, mas eu ainda não encontrei ninguém!

É na segunda-feira que determinamos tudo o que vamos fazer, traçamos metas, começamos aquela famosa dieta e procuramos colocar o nosso trabalho em dia!

Como é interminável a segunda-feira!!!

Olhamos para ela e vemos uma longa semana pela frente!

Que desânimo!!!

Só de pensar na segunda-feira já ficamos deprimidos no domingo, principalmente quando acaba o Fantástico, não é mesmo?

Uns dizem que a segunda-feira deve ser colorida, outros que devemos deixá-la branca, outros até dizem que segunda-feira é negra mesmo!

Há até piadinha racista sobre o tal “Dia de Branco”, não é mesmo? Piadinha essa sem graça a meu ver!

Houve uma época em que eu pude escolher entre trabalhar ou não na segunda-feira e, claro, eu preferi ficar em casa! Aí, minha semana começava na terça-feira! Que gosto bom! Pena que foi somente durante um ano!

Teve um tempo até em que eu tinha a superstição de não usar nada preto na segunda-feira, foram anos assim até eu descobrir na minha religião que não se deve usar preto na sexta-feira! Cada uma! De onde eu tirei a ideia de não colocar roupa preta na segunda-feira? Para mim dava azar! Hoje coloco preto e vejo que independentemente da cor da roupa a segunda-feira é muito chata!

Caracterizo a segunda-feira como aquela vizinha que vai a nossa casa sem nada a acrescentar!

Mas chata ou não temos que passar pela segunda-feira e agradecer a Deus por podermos passar por ela com muita saúde e inúmeras coisas a aprender!

E você, como está a sua segunda-feira?

 P.S: Em tempo deixo uma singela homenagem ao nosso inesquecível Chapolin Colorado e Chaves nesta segunda-feira!!!

Independência dos filhos

Hoje vou falar sobre independência dos filhos! Sim aquela independência que nós mães tanto queremos para nossos filhos, mas que quando eles a assumem, ficamos perdidas, sem saber o que fazer!

Desde pequena sempre procurei ser independente e na adolescência buscava minha independência de todas as formas. Prova disso que saí de casa para casar aos 20 anos e, quando me separei aos 22, não quis voltar para a casa dos meus pais. Afinal, eu já havia alcançado a minha tão sonhada independência! Era uma mulher com uma filha pequena e podia e devia criá-la a meu modo, sem depender de ninguém! Ajuda sim, mas dependência nunca! Criar a minha filha sozinha, ter a minha casa, o meu trabalho, poder ir e vir sem preocupar as pessoas, sem ficar dando satisfações sempre foi uma questão de honra!

Meus pais, é claro, ficavam de cabelos em pé, porque para eles era difícil lidar com a minha total independência! 

Pois é, a minha filha cresceu neste sistema, presenciou as batalhas e as consequências de uma mulher independente, introjetou esta independência, assimilou que isso não tem preço e que o melhor que temos a fazer é sermos independentes na vida!

De alguma forma ou de todas as formas mostrei isso a ela e hoje tenho o resultado de ter uma filha independente como eu!

Aos 18 anos, minha pequena passou num vestibular extremamente concorrido em uma universidade pública e foi ser independente. Olhou nos meus olhos e disse: ” Vou voar, quero ser independente como você!”

Foi um tremendo choque, um sofrimento ver minha pequena sair do ninho! Daí, coloquei-lhe a condição de que ela ficaria longe de casa durante os quatro anos de faculdade. Ela concordou, embora no fundo do meu coração eu já soubesse que ela não voltaria mais a morar comigo! Afinal, o meu passarinho estava saindo do ninho, estava aprendendo a voar sozinho e não conseguiria mais voltar para ele, assim como eu fiz quando deixei a casa dos meus pais!

Hoje tenho a confirmação de que a minha passarinha não voltará mais ao ninho para ficar. Ela virá sempre apenas para me visitar, passar alguns dias e ir embora, voar como sempre gostou, como eu a ensinei!

Como mãe fico com o coração na mão, pois que mãe não quer que seu filho fique para sempre a seu lado?

Mas como uma mulher sinto um tremendo orgulho de ver a mulher independente que ela se tornou e saber que tudo o que passei para ela foi excelente, que ela introjetou os melhores valores e sabe que nunca devemos desistir daquilo que queremos e que não há coisa melhor na vida do que ser independente!